Vinculado ao Núcleo de Pesquisa sobre Crianças, Adolescentes e Jovens (NUPEC), o grupo reúne-se semanalmente de forma presencial, atualmente composto por egressos de diversas áreas das Humanidades, com destaque para juristas, assistentes sociais, sociólogos e ciências sociais em geral. As reuniões seguem uma dinâmica centrada na apresentação e debate de textos previamente definidos, e é conduzido pelos próprios membros inscritos, sob mediação dos coordenadores — Prof. Mestrando Jordão Santana, Prof. Dr. Marcondes Brito e Profa. Dra. Lila Luz.

O grupo tem se dedicado especialmente à compreensão crítica das múltiplas definições de violência, suas relações com o contexto brasileiro, territórios e dinâmicas sociais que moldam a criminalidade no país. A partir de uma perspectiva interdisciplinar, busca identificar raízes históricas, categorias analíticas e formas contemporâneas de organização da violência, abordando tanto o papel do Estado quanto a atuação de atores paraestatais, como facções e milícias.

Além de funcionar como espaço de formação crítica e compartilhamento de conhecimento, o grupo mantém forte articulação com os objetivos do NUPEC, contribuindo para o fortalecimento da pesquisa aplicada sobre juventudes, políticas públicas, segurança, território e exclusão social. Nesse sentido, o grupo também se alinha aos trabalhos desenvolvidos por redes parceiras do NUPEC, como a Rede de Observatórios da Segurança, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Fórum Popular de Segurança Pública e a plataforma Fogo Cruzado, com as quais compartilha o compromisso com a produção de dados, análises e diagnósticos sobre a violência e suas dinâmicas nos territórios urbanos.

A agenda de leituras de 2025 contempla autores e temas fundamentais, como Hannah Arendt, Walter Benjamin, Sérgio Adorno, Alba Zaluar, Michel Foucault, Giorgio Agamben, Nancy Fraser, Zygmunt Bauman, Gabriel Feltran, Karina Biondi, Bruno Paes Manso e Pierre Bourdieu, entre outros. Reflexões que permitem uma análise densa e multifacetada das formas de violência e controle de corpos no Brasil contemporâneo.
